MPF/AL recebe Agências Federais Americanas para curso especializado

O Ministério Público Federal em Alagoas (MPF/AL), em parceria com o Consulado Geral dos Estados Unidos em Recife e a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, recebeu curso de capacitação de Segurança e Cooperação Técnica Internacional Brasil & Estados Unidos. Entre os temas ministrados pelas Agências Federais Americanas: Corrupção, Lavagem de Dinheiro e Fraude Documental.

O evento aconteceu nas últimas quinta (6) e sexta-feira (7), na sede da Procuradoria da República em Alagoas. Ministraram o curso, representantes da Embaixada dos EUA no Brasil, do Consulado dos EUA em Recife, do Serviço Secreto Americano, da imigração e alfândega americanas e do FBI.

Representando o Ministério Público Federal em Alagoas, o procurador da República Marcelo Lobo deu as boas vindas aos agentes americanos e aos participantes brasileiros e alagoanos do curso, ressaltando que a capacitação, uma das primeiras com efetiva participação de tantas agências federais americanas no país, poderia ser muito bem aproveitada pelos servidores públicos brasileiros na solução de investigações com repercussão internacional.

Estiveram presentes, além de servidores e membros do MPF/AL, também representantes do MPF de outras unidades da federação, como Bahia, Distrito Federal, Paraíba, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe. Órgãos brasileiros e alagoanos ligados a investigações no estado de Alagoas também participaram do evento a convite do MPF, entre eles: Ministério Público do Trabalho em Alagoas, Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL), Receita Federal, Tribunal de Contas da União (TCU), Controladoria-Geral da União (CGU), Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), 59º Batalhão de Infantaria Motorizado – Exército Brasileiro, bem como da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF), Polícia Civil e Polícia Militar.

A Justiça Federal e o Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas também participaram do evento enviando representantes.

Treinamento – Jason Smith, representando a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, iniciou o curso falando sobre a importância de eventos como este para estreitar as relações entre as agências de investigação americanas e brasileiras para o efetivo combate a crimes internacional, como tráfico de pessoas, exploração e tráfico infantil, imigração ilegal, tráfico de drogas e armas. Smith abordou ainda a estrutura das agências no Brasil e as diversas formas de cooperação entre os órgãos.

Ainda no primeiro dia, Gabriel Macias, Gabriela Santos e Catarina Osato, representando o Consulado dos EUA em Recife, falaram sobre fraude documental em passaportes e vistos, e ensinaram técnicas para reconhecimento de impostores nas solicitações de vistos e passaporte. À tarde foi dedicada à parte prática dos estudos e os participantes manusearam equipamento próprio do consulado para a verificação da autenticidade dos documentos.

Na sexta-feira, Robert Holman, do United States Secret Service (USSS), o serviço secreto americano, falou sobre crimes financeiros e fraudes em cartões de crédito. Já Hector Martir e Thiago Barcelos, adidos do Immigration and Customs Enforcement (ICE) no Brasil, que atuam na área de imigração e alfândega americana, abordaram investigações do ICE e Estudos de Caso de Cooperação Internacional no Brasil e no mundo.

David Williams, foi um das palestrantes mais esperados pelos participantes do evento. Representando o Federal Bureau of Investigation (FBI), Williams falou sobre a missão do FBI no combate a crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e terrorismo. Ressaltando ainda as atribuições e responsabilidades nas investigações da agência.

Para o Procurador da República Marcelo Lobo, o principal interesse brasileiro em capacitações como estas é a possibilidade de troca de conhecimento na área de investigação, otimizando tempo e recursos empreendidos em diligências com efetiva solução para os casos e capaz de melhor instruir processos judiciais, evitando a impunidade, um dos piores gargalos da área de segurança pública no país.

Já o adido americano na Embaixada dos EUA no Brasil, Jason Smith, ressaltou a importância da aproximação das agências federais de investigação do seu país com as brasileiras para que o trabalho de todos seja mais efetivo, principalmente no Brasil. Para ele, o evento mostrou-se muito proveitoso e surpreendeu pela grande participação e diversidade de representações, garantindo que outros eventos como este ocorrerão em outros estados brasileiros e outros países.

Smith ressaltou ainda a importância de melhorar e agilizar a comunicação entre os agentes americanos e brasileiros, diminuindo a burocracia, para conseguir maior efetividade no combate a crimes internacionais, uma vez que para criminosos não há as mesmas barreiras impostas pela organização pública.

 

COM Assessoria

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