As fortes chuvas e vendavais com mais de 100 km/h que atingiram o estado na sexta-feira (12) foram apontados como os principais causadores do apagão. O restabelecimento total do serviço ainda não tem previsão, o que tem gerado grande preocupação na população afetada.
Em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, o ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, explicou que a auditoria será crucial para identificar se houve falhas por parte da Aneel, da agência estadual de São Paulo ou de eventuais manipulações por parte da empresa de energia. Além das consequências para os consumidores, a interrupção do serviço também impactou o abastecimento de água em algumas regiões.
O governo federal pretende cobrar da Enel o ressarcimento dos prejuízos causados pelo apagão, incluindo danos em eletrodomésticos e medicamentos. O secretário da Senacon, Wadih Damous, orienta os consumidores afetados a guardarem as notas fiscais dos produtos danificados para solicitar o ressarcimento. Também foi anunciado que a Prefeitura de São Paulo será notificada para prestar informações sobre o serviço de poda de árvores na cidade, visto que quedas de árvores foram apontadas como uma das causas do apagão.
Diante da situação, a Senacon estabeleceu um prazo de até três dias para a Enel restabelecer os serviços de energia na região, sendo imprescindível a mobilização de todos os órgãos envolvidos para garantir a segurança e o bem-estar da população afetada.