Os israelenses foram levados a um palco em Khan Younis ao lado de militantes palestinos armados, em uma cena transmitida ao vivo. Em seguida, foram devolvidos às forças israelenses. Paralelamente, os ônibus carregando os prisioneiros palestinos partiram da prisão de Ofer, em Israel, em direção à Cisjordânia ocupada. O primeiro grupo chegou a Ramallah e foi recebido por uma multidão com bandeiras palestinas.
Entre os libertados estava Musa Nawarwa, de 70 anos, que expressou surpresa com a soltura. Ele cumpria duas sentenças de prisão perpétua pela morte de soldados israelenses na Cisjordânia. Os ônibus que transportavam os palestinos libertados chegaram posteriormente ao Hospital Europeu em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, onde alguns faziam sinais de vitória pelas janelas.
Alguns dos prisioneiros foram condenados por envolvimento em ataques suicidas e ações que mataram israelenses durante a segunda intifada palestina. Hassan Ewis, por exemplo, poderá retornar para casa, enquanto seu irmão deverá ser deportado para o Egito devido aos registros criminais no Ministério da Justiça de Israel.
Os relatos dos prisioneiros libertados destacaram as condições difíceis nas prisões, incluindo falta de comida e abusos físicos e psicológicos. Alguns dos reféns israelenses também descreveram meses de confinamento em túneis sem contato com o exterior.
A maioria dos palestinos libertados foi presa após o ataque do Hamas contra Israel em outubro de 2023, e muitos retornaram a um território destruído pelos bombardeios durante os meses de guerra. Esta troca de prisioneiros reflete a complexidade do conflito entre Israel e o Hamas, marcado por momentos de tensão e negociações delicadas.