BRASIL – “DPF cai para R$ 7,253 trilhões em janeiro devido ao alto volume de vencimento de títulos e papéis emitidos no exterior”

A Dívida Pública Federal teve uma queda no mês de janeiro, principalmente devido ao alto volume de vencimentos de títulos prefixados e de papéis emitidos no exterior. De acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 7,316 trilhões em dezembro para R$ 7,253 trilhões no mês passado, representando uma redução de 0,87%.

No ano passado, a DPF ultrapassou a marca de R$ 7 trilhões pela primeira vez e, apesar do aumento em janeiro, ainda está abaixo do esperado. O Plano Anual de Financiamento (PAF) estabelece que o estoque da DPF deve encerrar 2025 entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi) caiu 0,23%, passando de R$ 6,967 trilhões em dezembro para R$ 6,176 trilhões em janeiro. No mês passado, o Tesouro resgatou R$ 79,97 bilhões em títulos e emitiu R$ 63,97 bilhões em juros, resultando em um saldo negativo.

O governo, por meio da apropriação de juros, reconhece mensalmente a correção dos juros sobre os títulos e adiciona esse valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic em 13,25% ao ano, essa apropriação de juros contribui para o endividamento do governo.

No mercado externo, a queda do dólar e o vencimento de títulos no exterior também contribuíram para a redução da Dívida Pública Federal. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) caiu 13,57%, passando de R$ 349,19 bilhões em dezembro para R$ 301,81 bilhões em janeiro, devido ao vencimento de cerca de US$ 5 bilhões e à queda de 5,85% do dólar.

O colchão da dívida pública, utilizado em momentos de turbulência financeira, também teve uma queda, passando de R$ 860 bilhões em dezembro para R$ 744 bilhões em janeiro. Atualmente, o colchão cobre 6,72 meses de vencimentos da dívida pública, que totalizarão R$ 1,221 trilhão nos próximos 12 meses.

A composição da DPF também sofreu alterações, com a proporção de títulos prefixados e corrigidos pela inflação apresentando variações. Os papéis prefixados representam 20,15% da dívida, enquanto os papéis corrigidos pela Selic e pela inflação correspondem a 47,98% e 27,72%, respectivamente.

Em relação ao prazo médio da DPF, houve um aumento para 4,11 anos, indicando uma maior confiança dos investidores na capacidade do governo de cumprir com seus compromissos financeiros. As instituições financeiras continuam sendo os principais detentores da Dívida Pública Federal interna, seguidas pelos fundos de pensão e de investimento.

Em resumo, a redução da DPF em janeiro reflete uma série de fatores internos e externos que impactaram a gestão da dívida pública no país. O governo precisa estar atento a essas variáveis para manter a sustentabilidade da dívida e garantir a estabilidade econômica do país.

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