BRASIL – STF analisa constitucionalidade da Lei de Abuso de Autoridade sancionada por Bolsonaro em 2019, entidades contestam validade da norma.

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início nesta quinta-feira (27) à análise da constitucionalidade da Lei de Abuso de Autoridade, sancionada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 2019. A sessão foi marcada por sustentações das partes envolvidas, sem previsão da data em que a votação será realizada, cabendo ao presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, determinar o momento oportuno.

A Lei de Abuso de Autoridade foi criada com o intuito de estabelecer que condutas realizadas por agentes públicos com o intuito de prejudicar ou beneficiar a si mesmos ou a terceiros devem ser enquadradas como abuso de autoridade e passíveis de punição pelo Estado. No entanto, desde a entrada em vigor da lei, entidades representativas de procuradores, promotores, juízes e delegados de polícia têm contestado alguns pontos da norma.

Segundo essas entidades, a Lei de Abuso de Autoridade pode representar uma ameaça ao trabalho dos servidores que atuam diretamente em investigações ou na condução de julgamentos criminais. Há o receio de que a legislação possa ser utilizada por pessoas sob investigação como forma de buscar a responsabilização criminal daqueles encarregados das investigações.

Diversas entidades de classe, como a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), a Associação Nacional dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), questionaram a validade da Lei de Abuso de Autoridade. O debate no STF promete ser intenso, trazendo à tona questões fundamentais sobre os limites dos agentes públicos no exercício de suas funções. A sociedade aguarda com ansiedade o desfecho desse importante julgamento que poderá impactar diretamente no trabalho das autoridades responsáveis pela aplicação da justiça no país.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo