Vitor Braz residia na Terra à Vista, uma área que se encontra em processo de demarcação, e era uma figura importante para sua comunidade. Além de Vitor, outro indígena foi ferido no ataque e precisou passar por uma cirurgia emergencial na manhã seguinte ao ocorrido.
O Conpaca, Conselho de Caciques Pataxó, emitiu uma nota expressando repúdio e indignação diante da violência sofrida por Vitor Braz e seus conterrâneos. A entidade acusou fazendeiros de orquestrar o ataque que resultou na morte do indígena e no desaparecimento de dois adolescentes.
Essa tragédia se soma a um histórico de violações e ameaças contra o povo pataxó, segundo o Conpaca, que exige que as autoridades tomem medidas imediatas para garantir justiça para Vitor Braz e localizar os adolescentes desaparecidos.
O assassinato de Vitor Braz ocorreu na véspera de uma audiência pública em Brasília sobre a demarcação de terras indígenas na região, o que gerou ainda mais revolta e mobilização dos povos tupinambá e pataxó. Cerca de 300 indígenas estavam na capital federal para participar do evento, que começou com um minuto de silêncio em homenagem a Vitor Braz.
Os territórios dos povos tupinambá e pataxó aguardam há mais de uma década pela demarcação de suas terras, e a demora nesse processo é vista como um desrespeito às comunidades indígenas.
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia anunciou que está em busca dos responsáveis pelo ataque e reforçou as ações de combate a crimes envolvendo povos tradicionais na região. As forças de segurança estão mobilizadas para identificar e capturar os envolvidos no atentado contra a comunidade indígena.