Marina Silva destacou a importância da repartição justa da exploração de produtos do patrimônio natural e dos conhecimentos tradicionais associados. Segundo a ministra, os povos indígenas e as comunidades tradicionais desempenham um papel fundamental na preservação dos ecossistemas e merecem participação mais efetiva nas decisões sobre a repartição dos benefícios provenientes do uso do patrimônio genético.
Um dos principais impasses discutidos na COP 16 é o financiamento da preservação da biodiversidade. Atualmente, mais de 16,4 mil espécies de árvores em todo o mundo correm risco de extinção devido à atividades como extração de madeira e desmatamento. Nesse contexto, a implementação de um Fundo DSI é uma proposta em pauta para proteger o patrimônio genético, incluindo a remuneração dos povos da floresta.
Além disso, a ministra ressaltou outras iniciativas do Brasil na COP 16, como o Mecanismo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que visa gerar apoio financeiro aos países tropicais que conservam suas florestas. Marina também destacou o compromisso do governo brasileiro de zerar o desmatamento até 2030.
A COP da Biodiversidade, resultante de um tratado da ONU estabelecido na ECO-92, tem como foco deter e reverter a perda de biodiversidade. Para 2023, foram estabelecidas 23 metas para garantir a conservação e o uso sustentável da biodiversidade. A próxima COP do Clima, em 2024, será realizada no Azerbaijão, enquanto o Brasil sediará a COP30 em Belém no próximo ano.