Durante a ação, os agentes cumpriram 16 mandados de busca e apreensão, visando 11 investigados nas zonas Norte e Oeste do Rio, além de Niterói e São Gonçalo. Os policiais apreenderam diversos materiais relacionados à prática criminosa, incluindo seis aparelhos de telefone celular, dois notebooks, 3 CPUs, seis cartões de memória, cinco pen drives, três HDs externos e 32 cartões magnéticos.
A investigação apontou que os criminosos utilizavam dispositivos eletrônicos clandestinos para acessar os sistemas internos das agências bancárias e obter dados sigilosos dos clientes, manipulando essas informações para cometer fraudes financeiras. Os ataques foram identificados desde dezembro de 2023 em diversas localidades, como Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Vila Isabel, Centro do Rio, Niterói, Tanguá, Nilópolis e Duque de Caxias.
Em nota, o Banco do Brasil informou que essa operação é um desdobramento de uma ação iniciada em julho do ano passado e está em sua quarta fase. O BB ressaltou que possui processos estabelecidos para monitorar e apurar fraudes contra a instituição, colaborando com as investigações em andamento.
O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco/MPRJ) revelou que os alvos da operação Chave Mestra são investigados por organização criminosa e invasão de dispositivo de informática. O Juízo da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa da Capital expediu os mandados de busca e apreensão após pedido do Ministério Público.
As investigações mostraram que os criminosos agiam de forma organizada, com diferentes funções dentro do grupo, incluindo aliciadores, aliciados, instaladores, operadores financeiros e líderes. Os nomes dos envolvidos ainda não foram divulgados, mas as autoridades continuam as investigações para identificar e responsabilizar todos os responsáveis por esses crimes que causaram grandes prejuízos ao Banco do Brasil.