A juíza Mary Scriven, responsável pela decisão, afirmou que a acusação não trouxe provas que justificassem a intervenção do Judiciário norte-americano. Segundo ela, não há nenhuma determinação para que as decisões de Moraes sejam aplicadas nos Estados Unidos.
A defesa do ministro foi feita pela Advocacia-Geral da União (AGU) e está respaldada na legislação que trata da representação judicial no exterior. A pedido de Moraes, o Rumble foi suspenso no Brasil após a plataforma não indicar um representante legal no país dentro do prazo estabelecido pela legislação brasileira.
Essa decisão faz parte de um processo no qual foi determinada a prisão e extradição do blogueiro Allan dos Santos, que está sendo acusado de difamar os ministros da Corte Suprema. Allan atualmente está morando nos Estados Unidos e, segundo Moraes, tem continuado a cometer crimes através da criação de novas páginas nas redes sociais.
Mesmo com a suspensão dos perfis nas redes sociais, Allan persiste em disseminar conteúdo ofensivo e criminoso, de acordo com o ministro. A decisão da Justiça americana representa um revés para as empresas que buscavam um apoio internacional contra as ações de Moraes.