O biólogo e professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Otto Bismarck Gadig, explicou que a suspeita é de que os animais tenham sido vítimas de pesca de arrasto ou de rede. Segundo ele, as raias foram encontradas mortas à noite por rede de arrasto de praia, mas é comum que os pescadores soltem as raias, já que a pesca não é direcionada para elas. A situação gerou preocupação, pois matar uma grande quantidade de animais em extinção, mesmo que não tenha sido intencional, é considerado crime e prejudicial do ponto de vista ambiental e de conservação.
O biólogo ressaltou a importância da investigação do caso, destacando que a eliminação de tubarões e raias traz prejuízos para o ambiente marinho e é uma ameaça para espécies em declínio, como a Ticonha. Ele frisou que os pescadores têm conhecimento do risco de extinção da espécie e devem tomar cuidado ao manusear as redes de pesca.
A prefeitura de São Vicente emitiu uma nota informando que solicitou apoio do Instituto Gremar para a contagem e identificação dos animais, bem como o recolhimento adequado dos mesmos. A Secretaria de Meio Ambiente iniciou um processo de investigação para apurar as possíveis causas e justificativas para as mortes das raias. O prefeito Kayo Amado fez um apelo por mais apoio da Marinha, considerando a possibilidade de que as mortes tenham sido causadas pela chamada “pesca de arrasto”, prática proibida na região. A situação é considerada inadmissível e as autoridades locais estão empenhadas em investigar e solucionar o ocorrido.